CLT ou freelancer? Como decidir o melhor contrato de trabalho

por Equipe Alstra
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Muitos profissionais se veem diante de um dilema em algum momento da carreira: devo ser um trabalhador nos modelos tradicionais, com horários fixo e fornecendo minha força de trabalho para uma única empresa, ou é mais vantajoso ser um colaborador autônomo, com mais  flexibilidade de horários e vendendo meu serviço a vários empregadores?

Essa é uma boa pergunta. O futuro do trabalho chegou. Até as regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foram flexibilizadas para atender um pouco melhor a demanda do mercado atual (abordamos o tema anteriormente em Flexibilização das leis trabalhistas acompanha mudanças no mercado). A tecnologia atual permite que muitos profissionais não precisem estar fisicamente em um ambiente específico para praticar sua atividade (também já falamos sobre esse assunto em Home office traz economia, flexibilidade e qualidade de vida para as relações de trabalho).

Mesmo as grandes empresas já entenderam que para reter os novos talentos vão precisar de flexibilidade. Cada vez mais, os colaboradores vão exigir estar onde, como e quando eles trabalham melhor. O trabalho remoto, por exemplo, foi tema de um dos painéis do SXSW, que aconteceu entre os dias 8 e 17 de março, em Austin, Texas, nos Estados Unidos. O debate Transforming the Workplace Through Remote Work contou com a moderação de Ian Reynolds, da Johns Hopkins University, e a presença de Greg Caplan, da Remote Year, de Amy Forbes Winebright, da Dell, e de Sara Sutton, da FlexJobs, que abordaram as vantagens dessa modalidade.

A executiva da Dell pontuou que, desde 2009, a empresa começou a investir esforços no programa de trabalho flexível. Desde então, houve uma economia de US$ 60 milhões. Segundo Amy, para que o plano desse certo foi preciso um grande planejamento, incluindo o comprometimento dos líderes em aderir o programa e soluções tecnológicas eficientes. Embora essas mudanças estejam chegando a algumas grandes companhias, essa flexibilização ainda não é regra geral no mundo corporativo. A maioria ainda mantém um modelo mais engessado com horários de trabalho determinados, o que muitas vezes pode causar menor motivação nos colaboradores. Já quando o profissional é freelancer, ele tem maior autonomia sobre quando e onde ele vai trabalhar.

Outra diferença é que, no modelo de trabalho com as regras tradicionais, a cobrança é externa, um profissional com cargo superior na hierarquia tem a função de checar o que está ou não sendo realizado. Essa característica, inclusive, pode ser irritante para o profissional comprometido. Quando autônomo, o colaborador é o próprio responsável por suas entregas, o que demanda alguém mais responsável e com o espírito empreendedor.

A possibilidade de trabalhar para diferentes projetos e/ou empresas ao mesmo tempo é outro ponto que diferencia o profissional tradicional do freelancer. O mesmo colaborador pode colocar seus serviços à disposição de diversos empregadores, dedicando apenas o tempo necessário a cada um deles. Por isso, o autônomo precisa ser bastante organizado.

Uma vantagem trazida pela tecnologia é promover o encontro entre a demanda do empregador e a oferta do trabalhador. Os algoritmos da Alstra, por exemplo, usam inteligência artificial para combinar o perfil, a experiência e o conhecimento técnico do profissional com o que o empregador procura. O processo seletivo se torna muito mais eficiente, permitindo que ambas as partes economizem tempo e dinheiro no processo de escolha.

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