Por que o VAR nunca acabará com o emprego de um ótimo juiz, mas já acabou com a carreira de todos os juízes medíocres?

por Equipe Alstra
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O assunto ‘transformação digital’ virou frequente. Os ‘futuristas de plantão’ apostam firmemente nessa tendência. Mas essa questão está ligada a uma outra que quase ninguém analisa: falta de atitude dos profissionais no ambiente de trabalho.

Uma empresa para de inovar quando seu time se acomoda, perde a curiosidade, para de ter vontade fazer o melhor. Acontece também quando presidentes e diretores desmotivados começam a “passar o pé na bola”. É o que conhecemos como acomodação e fazer mais do mesmo.

Uma coisa é certa: quem faz a diferença numa empresa são as pessoas, os profissionais, os times. Não são as ferramentas de tecnologia ou dados analíticos. O uso de tecnologia, obviamente, é fundamental, mas só funcionará se o objetivo for ajudar as pessoas que estão na empresa, que pensam, questionam, não se acomodam. Nenhuma inteligência artificial substituirá um humano competente que ama o que faz.

Mas, aqui fica um alerta: as máquinas vão acabar com o trabalho daquele que é ‘mais ou menos’, que só cumpre o horário e que não tem vontade. A transformação digital de uma empresa está muito mais ligada às pessoas que não se deixam acomodar e que ‘vestem a camisa da empresa’. Isso é clichê, mas é a realidade.

Para um time empenhado é preciso que todos saibam e compartilhem dos propósitos e das missões da empresa. É preciso que todos estejam em sintonia e não queiram ser mais ou menos, trabalhando em uma empresa mais ou menos. Ter uma cultura apaixonante não é tarefa fácil.

Atualmente, o Brasil tem 14 milhões de desempregados, mas as vagas nas áreas de tecnologia não são preenchidas. A tecnologia parece mais ser uma inimiga do que aliada das pessoas, mas percebemos que essa não é a realidade. Se as pessoas entendessem a verdadeira importância dessas inovações, elas se especializariam e se formariam na área. É necessário valorizar a área para que as pessoas tenham coragem de se arriscarem e irem atrás de se aprimorar e desenvolver mais tecnologia.

Temos grandes exemplos de pessoas que resolveram se arriscar na área de tecnologia: o Google foi criado por Larry Page e Sergey Brin. E não foi o algoritmo de buscas que inventou os dois gênios. Steve Jobs que criou o computador pessoal e o celular inovador de hoje. E não o iPhone que inventou um dos maiores visionários do mundo.

Se não mudarmos o pensamento, todas as profissões vão passar pelo que estamos vendo agora no futebol. Com o árbitro assistente de vídeo (VAR) para o auxiliar nas decisões do jogo, o juiz deixa de apitar porque tem medo de errar. “Deixa que o VAR faça seu trabalho”. Da mesmo forma acontece com o bandeirinha, que não levanta a bandeira porque o VAR tem uma visão melhor da jogada com todas as suas câmeras e replays. Estamos acreditando que a inovação no jogo virá da tecnologia e não do talento humano. Sendo que essa tecnologia deveria servir para melhorar os desempenhos do juiz e do árbitro. E não substituir.

Para que isso não aconteça, é preciso conhecer seu time, sua gente, suas curiosidades, crenças e desejos. Incentivar que se reinventem, criem novos significados para funções e processos. E, acima de tudo, motivar os sonhos e ambições desses profissionais. Sem isso não adianta investir alguns milhões em tecnologia. As empresas mais inovadoras do mundo são aquelas que têm profissionais apaixonados pela cultura da companhia. Pessoas que brilham em uma cultura efervescente são as únicas armas para a vitória de qualquer empresa, em qualquer setor, em qualquer tempo.


*Cai Igel é CEO da Alstra, empresa que utiliza tecnologia e inteligência artificial para selecionar e recrutar candidatos às empresas

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