Quais as tendências corporativas para a próxima década?

por Equipe Alstra
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A cada ano que passa, as mudanças parecem atingir um ritmo ainda mais acelerado e, se existe algo que os bons profissionais precisam, é estar de olho nas tendências para se preparar para o que está por vir. A realidade do mercado de trabalho no início deste século era muito diferente da que se apresenta hoje. Os computadores, por exemplo, estavam entrando no sistema operacional Windows e a internet era realidade no dia a dia de poucos profissionais. Se antes levava séculos para que uma invenção se tornasse obsoleta, atualmente esse intervalo é cada vez menor e, ao que tudo indica, a realidade corporativa da década de 2020 vai exigir grandes aprendizados dos trabalhadores.

O BCG Henderson Institute, fábrica de ideias do Boston Consulting Group, fez um levantamento das tendências da próxima década e elencou cinco orientações para os líderes das diferentes indústrias no mundo todo de 2020 em diante (fonte: Winning the ’20s: a leadership agenda for the next decade).

A primeira delas é dominar a lógica da competição. Na era da informação, em que empresas terão todo tipo de dado sobre seus consumidores, com a ajuda de sensores, internet das coisas ou inteligência artificial, a concorrência se dará no nível do aprendizado: ganha quem aprender o mais rápido possível as necessidades dos consumidores e adiantar tendências do mercado.

Outra preocupação do líder deve ser projetar a organização do futuro. As empresas da próxima década precisarão da sinergia perfeita entre humano e máquina. A fórmula para o sucesso é conseguir tirar o que há de melhor dessas duas forças de trabalho. Enquanto os algoritmos usam com eficiência as informações coletadas, trabalhadores utilizam a criatividade e inteligência para fazer o melhor uso desses dados. Não se trata apenas de aplicar novas tecnologias a um processo antigo, é preciso reconstruir a maneira de trabalhar.

A terceira orientação é aplicar a ciência da mudança organizacional. Quanto antes forem feitas as alterações necessárias, mais eficientes elas serão. O BCG Henderson Institute fez uma análise de transformações envolvendo custos de reestruturação por grandes empresas norte-americanas entre 2010 e 2014 e concluiu que a mudança preventiva gera maior valor de longo prazo, de maneira mais rápida e confiável, do que a mudança reativa. O ideal é adotar a mudança como um padrão contínuo da empresa.

O quarto tópico que deve estar no radar dos líderes do futuro é conseguir inovação e resiliência através da diversidade. De acordo com um estudo realizado pelo instituto globalmente com mais de 1.700 empresas, mais que uma questão moral, a diversidade na empresa ajuda na capacidade de inovação, pois há maior leque de ideias e opções. E não se trata apenas de ter no quadro de colaboradores variedade de gênero, raça ou orientação sexual, mas também diferentes experiências profissionais e educacionais.

Por último, o líder da década de 20 deve otimizar para ambos valores: social e comercial. Em um mundo onde há alterações climáticas causadas pela ação do homem, em que a automação gera insegurança em relação ao futuro do trabalho e onde ainda há muita desigualdade, a função das empresas são questionadas o tempo todo. Cada vez mais, deve haver a preocupação com a sustentabilidade do negócio não apenas no aspectoeconômico, mas também no social e ambiental.

Na próxima década, parece que a máxima “a única constante é a mudança” terá um peso ainda maior. Estar preparado para as alterações da realidade no mundo corporativo é essencial para se manter no mercado. O profissional que não evoluir e não buscar fontes alternativas de informação e de negócios vai ficar para trás.

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