Atração de talentos: o que funciona nos dias atuais?

por Equipe Alstra
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Ter uma equipe comprometida é um dos segredos para o crescimento de um negócio. De acordo com a 17ª edição da pesquisa Carreira dos Sonhos, realizada pelo Grupo Cia de Talentos, o sucesso das empresas depende do engajamento e liderança das pessoas. O dado está alinhado com o estudo realizada pela consultoria Gallup, em 2016, que mostrou que empresas com funcionários engajados são 21% mais rentáveis. Mas como conseguir atrair os melhores talentos para fazer parte do time e, assim, ter a tão sonhada equipe engajada?

A transparência é um ponto importante. Uma das tendências apontadas pela pesquisa da Cia de Talentos é que a cultura corporativa está se tornando a marca da companhia. Mais do que fazer o bem, as empresas precisam ser do bem.

Outro dado que chama a atenção é que a maioria dos profissionais vê necessidade de mudança entre os líderes. A afirmação “as empresas precisam trocar os modelos hierárquicos e pouco participativos por uma liderança distribuída, inclusa e colaborativa” recebeu a aprovação de 79% dos jovens, 83% da média gestão e 81% da alta liderança.

Os pesquisadores perguntaram o que os líderes precisariam desaprender para serem líderes hoje. Entre os jovens, 25% responderam que eles teriam de deixar para lá a crença de que é apenas o líder que faz a organização ter sucesso. Já para 26% da média gestão e 27% da alta liderança eles têm de abrir mão do pensamento de que suas ideias e opiniões são suficientes para entender o contexto que envolve uma situação.

Os três públicos, no entanto, concordam que tal mudança ainda vai levar um tempo. Segundo 37% dos jovens, vai demorar um pouco (mais de dois anos) para os líderes atuais adotarem esse modelo. Já para 35% dos profissionais de média gestão e 39% dos de alta liderança, as empresas estão longe disso (levará mais de cinco anos).

O estudo ainda apontou que para a maioria dos profissionais há uma empresa dos sonhos no radar. Segundo o estudo, somando o índice dos que têm uma empresa dos sonhos com o dos que já trabalham nela os resultados apontam 71% dos jovens, 72% dos profissionais de média gestão e 72% dos da alta liderança. Mais uma vez, quando é questionado o motivo da companhia se destacar, a visão dos jovens difere da dos profissionais mais experientes. Para 32% dos jovens, o que torna essa empresa única e especial é a capacidade de inovar e transformar o mercado. Já para 30% da média gestão e 30% da alta liderança, a cultura organizacional é essencial.

Quando a questão é sobre as mudanças que serão necessárias realizar, o quadro é de um relativo otimismo. É bom fazer parte disso, mas que este tema gera ansiedade para 41% dos jovens. Para 45% da alta liderança, eles sabem exatamente o que devem fazer. Já entre profissionais de média gestão, 34% falaram que a cultura da empresa não permite que eles promovam mudanças significativas.


O principal problema que os entrevistados gostariam de ajudar a empresa a resolver é promover mudanças no mundo do trabalho para que ele se torne mais confiável e colaborativo. Essa é a prioridade para 41% da alta liderança, 39% da média gestão e 27% dos jovens. Já ajudar a solucionar a questão da inclusão de raça, gênero, LGBT e pessoas com deficiência é importante para 27% dos jovens, 14% dos profissionais de média gestão e 10% dos de alta liderança.

O estudo, que ouviu mais de 130 mil profissionais em nove países da América Latina, sendo 87 mil deles no Brasil, dá algumas dicas de quais mudanças as empresas precisam promover em sua gestão para trazer os talentos para dentro dela. A amostra local da pesquisa conta com 80% de jovens, 15% de profissionais em cargo de média gestão e 5% de executivos de alta liderança.

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